Brasil amplia crédito para Angola em US$ 2 bilhões

30 de abril de 2012 – Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, e o das Finanças de Angola, Carlos Alberto Lopes, assinaram na última sexta-feira um documento criando uma nova linha de crédito no valor de US$ 2 bilhões ao país africano.

O financiamento havia sido aprovado na última quarta-feira durante reunião do Conselho de Ministros da Câmara do Comércio Exterior do Brasil (Camex).

Em nota, o Mdic afirmou que os recursos sairão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão utilizados para o financiamento de exportações brasileiras de bens e serviços. Como contrapartida, o governo angolano se compromete a manter um saldo em conta garantia no Banco do Brasil equivalente a 20 mil barris de petróleo/dia.

A nova linha de crédito é resultado de negociações iniciadas no final de 2011, por ocasião da missão comercial brasileira à África.

(Redação – http://www.ultimoinstante.com.br
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Logística brasileira encarece os produtos agropecuários, diz presidente da CNA

Autor: Assessoria

Infraestrutura portuária em dois importantes portos da China e o sistema de transporte de uma das maiores transportadoras de contêineres do mundo foram os assuntos abordados, nesses últimos dois dias, pela comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária Brasil (CNA) na China. O grupo visitou o Porto de Águas Profundas de Yangshan, que integra o complexo do Porto de Shangai, o maior da China, com capacidade para operar cerca de 30 milhões de contêineres por ano. Só no Porto de Águas Profundas, a movimentação é de cerca de 10 milhões de contêineres por ano. “Infelizmente, não temos no Brasil um sistema de logística similar ao da China, o que compromete nossa competitividade e encarece nossos produtos agropecuários”, afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.

A construção do terminal está prevista para ser concluída em 2015, segundo as autoridades locais. “Na China, os estudos de impacto ambiental para construção e ampliação de portos e outros empreendimento são emitidos no prazo máximo de um ano, enquanto no Brasil um projeto pode levar até cinco anos até ser autorizado”, afirma a presidente da CNA. A delegação da CNA também visitou as instalações do Porto de Tianjin, o quarto maior do mundo e o terceiro maior do país. Com calado que varia de 6 a 7 metros, nas áreas mais rasas, até 21 metros, onde a profundidade é maior, o sistema de transporte a partir do Porto de Tianjin é formado, ainda, por ferrovias e eficientes rodovias que permitem o escoamento das cargas importadas até o interior da China.

O calado dos portos brasileiros não ultrapassa, em média, 12 metros, impedindo a navegabilidade de navios com maior capacidade de transporte, que têm custos menores. Os portos chineses estão preparados para receber navios que carregam até 300 mil toneladas em cargas. No ano passado, foram descarregados no Porto de Tianjin 11 milhões de contêineres, quantidade que supera, em muito, o volume de 1,9 milhões de contêineres movimentado no Porto de Santos (SP) em 2011, o maior do Brasil. De acordo com funcionários da estatal responsável pelas operações portuárias na China, foram movimentados pelo Porto de Tianjin, em 2011, 430 bilhões de toneladas, e a expectativa é de novo crescimento em 2012, para 450 bilhões de toneladas. Cada um dos 66 pórticos de movimentação do porto chinês tem capacidade para movimentar 35 contêineres/hora.

A presidente da CNA lembra que outra diferença é o tempo de espera para carregar e descarregar os navios que chegam ao Porto de Tianjin. “Nesse porto, o tempo médio de espera é de, no máximo, três dias, no período de grande movimentação. Na maioria das vezes, esse prazo não ultrapassa um dia”, afirma. No Brasil, o tempo de espera é muito maior em função das
deficiências e da burocracia que envolve o descarregamento, situação que se agrava nos períodos de escoamento da safra agrícola, quando são comuns as filas de caminhões nos principais
portos brasileiros. País onde a demanda por alimentos e outros produtos é crescente, a China está preparada para receber, cada vez mais, produtos importados. Inaugurado em 1806, o Porto de Tianjin é cercado por áreas que estão sendo construídas para garantir a ampliação das operações portuárias. Em 2012, a área total desse porto deve crescer para 121 quilômetros quadrados, ante 117 quilômetros em 2011.

Cosco – Em Shangai, a comitiva da CNA reuniu-se com Cheny Xiang, da Diretora da Cosco Container Lines, uma das mais importantes empresas de logística do mundo. A empresa, dona da quarta maior frota de navios, opera com 800 embarcações. A empresa oferece duas linhas para o Brasil – uma primeira rota liga a China ao Brasil por meio do Oceano Índico e a segunda liga Europa ao Brasil – e pensa em abrir uma terceira, oferecendo transporte de cargas entre Oriente e o Brasil. “O Brasil vai produzir mais alimentos, a partir dos investimentos em tecnologias. Queremos ampliar nossa participação no mercado externo e por isso é importante a abertura de novas rotas de transporte”, afirmou.

Logística vai melhorar com o fim da guerra fiscal

Agência O Globo

BRASÍLIA – O fim da guerra dos portos – aprovado no Senado, na semana passada, por meio da Resolução 72, que unificou o ICMS das importações – não significa apenas uma solução tributária que beneficia o comércio exterior brasileiro e a indústria nacional. Na visão do governo, vai além, pois acaba com artificialidades no uso da infraestrutura de transportes do país. Como alguns estados ofereciam incentivos fiscais para atrair importações via seus portos, muitas vezes a carga fazia um percurso maior, normalmente por rodovia, para chegar ao destino final, explica Pedro Brito, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Com o fim da guerra, estradas poderão ser desafogadas de tráfego. Uma importação de empresa do interior paulista, por exemplo, entrava por Vitória – onde surgiu o incentivo – e viajava por rodovias até o destino, em vez de aportar em Santos e fazer o caminho mais curto.

– Os portos que tinham essas cargas de importação somente por causa do benefício fiscal não terão mais. Isso significa que a logística vai ser ordenada pela origem e destino da carga e não mais pelo incentivo – disse Brito.

Para ele, isso não significa que portos em estados que concediam incentivos, como os do Espírito Santo e de Santa Catarina, ficarão com grande capacidade ociosa.

– É claro que isso vai implicar perdas para os portos que tinham esse tipo de ganho, mas isso pode ser compensado por novas cargas e um novo tipo de eficiência.

O porto de Vitória, por exemplo, está sendo dragado para ter uma profundidade maior, de 14 metros, o que poderá oferecer um potencial de carga maior à instalação, compensando parte da perda, explicou.

A Resolução 72 fixou uma taxa única de ICMS, de 4%, nas importações, vetando a possibilidade de estados oferecerem alíquotas menores para atrair produtos aos seus portos.

Receita inicia inventário de mercadorias irregulares dos EUA

O POVO acompanhou, no Porto do Pecém, a abertura de um dos contêineres apreendidos pela Receita Federal com grande quantidade de mercadoria irregular importada dos Estados Unidos. Produtos novos estavam junto aos usados

A Receita Federal, no âmbito da Operação Maré Vermelha, identificou 11 contêineres, no Porto do Pecém, com grande quantidade de mercadoria introduzida irregularmente no Brasil. Como O POVO publicou, com exclusividade, a fiscalização iniciou a abertura de seis contêineres na última quinta-feira. E, neste sábado, acompanhou parte do trabalho de inventário que a Receita está fazendo.

A maior parte da mercadoria encontrada nas caixas é usada. Mas em meio a roupas, sapatos, brinquedos e outros objetos e utensílios de casa tem também grande quantidade de cosméticos da marca Victoria Secret, suplementos alimentares utilizados por praticantes de musculação, eletroeletrônicos e máquina de lavar, forno elétrico, cafeteira e outros produtos novos.

Segundo informações apuradas pelo O POVO, depois do inventário de toda a mercadoria será proposto a aplicação da pena de perdimento por abandono. Ficará sob custódia da União e poderá ser doada para instituições beneficentes ou leiloada. A carga de bagagem só pode ficar no porto 45 dias. Se não for retirada neste prazo será aplicada a pena de perdimento.

A fiscalização da Receita Federal explicou que, brasileiros residentes nos Estados Unidos há mais de um ano e que estão retornando para o Brasil contrataram o serviço de entrega porta a porta de uma empresa americana. Esta pegou a mercadoria e se comprometeu a entregar no endereço brasileiro indicado. Mas na carga enviada foram introduzidos muitos produtos novos lacrados. A suspeita é que seriam comercializados irregularmente.

A Receita Federal suspeita que o Ceará esteja sendo alvo de um esquema antes aplicado em portos do Sul e Sudeste do País. O golpe contra o fisco nacional consiste em aproveitar as cargas de pessoas físicas com outros produtos “disfarçados”. Ou seja, dentro das mercadorias usadas são colocados produtos novos não declarados.

Brasileiros que moraram a um ano ou mais no Exterior e voltam ao País não pagam imposto no retorno da bagagem. A legislação do Brasil também permite que tragam sua bagagem desacompanhada. Esse é o alvo dos sonegadores.

Os contêineres abertos têm de 20 a 40 pés e em torno de 120 a 140 caixas. Mas as pessoas físicas contatadas não reconhecem as caixas com eletros e outros produtos novos. No segundo contêiner aberto no sábado, só foi reconhecido 11 das cerca de 140 caixas de mercadorias importadas em nome de duas pessoas de outros estados do Brasil. A Receita estima que a abertura de todos os contêneires demore cerca de um mês.

 O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Com o crescente aumento das importações no Brasil a Receita Federal deflagrou a maior operação contra fraudes no comércio exterior da história. A Operação Maré Vermelha aumentou o rigor nas operações cotra prática de comércio desleal, que inclui fraudes e falsa classificação.

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Preços de importados na Alemanha sobe 3,1% em março

27 de abril de 2012 –  O índice de preços das importações na Alemanha aumentou 3,1% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. De fevereiro a março, o índice subiu 0,7%, relatou nesta manhã o Escritório Federal de Estatísticas, Destatis.

Na base de comparação mensal, o dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que era de aumento de 0,9% (previsão Forex Factory).

Sem petróleo bruto e produtos e óleo mineral, o índice de preços de importação avançou 1,4% em março ante o ano anterior.

O índice de preços de exportação cresceu 1,9% em março em relação ao mês homólogo do ano anterior. De fevereiro a março, o índice subiu 0,2%.

(Redação – http://www.ultimoinstante.com.br)

Brasill: Aumento de imposto sobre importação tornaria vinhos portugueses pouco competitivos no mercado brasileiro, dizem produtores

Rio de Janeiro, 27 abr (Lusa) – O imposto cobrado hoje sobre vinhos importados no Brasil já é alto, mas se aumentar, uma possibilidade quer está a ser estudada, tornará os preços dos vinhos portugueses pouco competitivos naquele mercado, defendem os enólogos, produtores e distribuidores nacionais.

“O Brasil é um mercado à parte. O preço que se paga hoje por um vinho brasileiro, já não vale [fora do país]. E como o vinho nacional é muito caro, o produtor estrangeiro pode cobrar o dobro do preço, que ainda assim é competitivo”, declarou à Lusa o enólogo português Jaime Quendera, responsável pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões.

Segundo Quendera, um vinho considerado “barato” no Brasil custa hoje cerca de 20 reais (oito euros). Em Portugal, um vinho de qualidade equivalente, teria um preço na prateleira de supermercado de 1,5 euros.

ExpressoOnline

 

Apex-Brasil e Ibravin firmam novo convênio do Projeto Wines of Brasil na ExpoVinis 2012

Investimento para os próximos dois anos será de R$ 3,9 milhões e a meta é atingir US$ 7,5 milhões em exportações em 2013.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) assinaram no dia 24 de abril (terça-feira), em São Paulo, o novo convênio do Projeto Setorial Wines of Brasil, que tem o objetivo de posicionar o produto brasileiro no mercado internacional por meio da promoção do vinho fino engarrafado. Serão investidos no Projeto, nos próximos dois anos, R$ 3,9 milhões – 32% a mais do que no convênio anterior.

As novas metas do Projeto para o período visam atingir uma exportação de US$ 5,5 milhões este ano e US$ 7,5 milhões em 2013. Das 36 vinícolas associadas ao Projeto, 20 já são exportadoras, sendo que 14 efetuaram vendas ao exterior no ano passado e seis exportaram pela primeira vez nos dois últimos anos. As outras 12 vinícolas estão em processo de capacitação para exportar. A intenção é alcançar 25 vinícolas exportadoras este ano e 30 em 2013.

“Desde o primeiro Projeto com o Ibravin, a proposta tem sido a de atuarmos no segmento de vinhos finos, de forma a agregar valor ao produto exportado e contribuir para divulgar a imagem do vinho brasileiro no exterior”, explica o presidente da Apex-Brasil, Maurício Borges.

A parceria da Apex-Brasil com o Ibravin começou em 2004, com o primeiro Projeto Setorial que envolveu apenas as seis empresas melhor estruturadas. “Atualmente, 36 empresas participam do Projeto, sendo que a maioria são vinícolas de pequeno porte, muitas dessas de gestão familiar, cuja principal característica é o cuidado com a qualidade no cultivo da uva e na produção do vinho”, explicou o gestor da Apex-Brasil, Marcos Soares.

Histórico – Em 2011, o vinho brasileiro ganhou mercado pelo mundo. Os destinos dos rótulos verde-amarelos somaram 31 países no ano passado, com destaque para os seguintes mercados prioritários definidos no Planejamento Estratégico do Projeto: Reino Unido, Alemanha, Holanda, Polônia, Suécia, Estados Unidos, Canadá e China.

As empresas participantes do Projeto exportaram US$ 3,06 milhões em 2011, 33,6% a mais do que os US$ 2,29 milhões de 2010. “Foi uma grande vitória e um importante avanço nas vendas de vinhos brasileiros, porque enfrentamos no ano passado a forte crise que abalou a economia europeia e ainda tivemos como obstáculo um câmbio desfavorável às exportações”, avalia a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan.

Ações previstas -Com o objetivo de consolidar as ações promocionais desenvolvidas no Projeto anterior, na nova etapa do convênio foram mantidos os oito mercados-alvo – Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, China, Polônia e Suécia. Nesses países, serão realizadas ações promocionais específicas, como degustações e rodadas de negócios. Estão previstas também participações em pelo menos quatro feiras internacionais de vinhos: London Wine Fair (Inglaterra), Vinexpo Asia (Hong Kong), ProWein (Alemanha) e Vinexpo França.

Uma consultoria especializada em Inteligência Comercial será contratada para auxiliar as empresas não exportadoras no início de sua trajetória internacional. Também será realizado um projeto específico para as mídias sociais, desenvolvido em parceria com o Snooth, principal ferramenta de rede social do mundo do vinho nos Estados Unidos.

As ações do Wines of Brasil para os próximos dois anos inclue também a elaboração de material promocional, bem como a realização de Projeto Imagem (vinda de formadores de opinião para conhecer o setor produtivo vinícola brasileiro) e do Projeto Comprador (vinda de potenciais compradores estrangeiros).

Projeto Imagem -O Projeto Wines of Brasil promove nessa semana um Projeto Imagem com os jornalistas Jan Rosborn (Suécia), John Bindels (Holanda) e Rosie Davenport (Reino Unido). Eles vieram ao Brasil para conhecer o setor produtivo vinícola brasileiro na ocasião da ExpoVinis 2012, que está sendo realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. Em seguida, o grupo segue para a Serra Gaúcha, onde conhecerá algumas vinícolas brasileiras, tanto as que já exportam, como as de menor porte que apenas recentemente começaram a exportar.

Ainda estão no Brasil para conhecer e negociar com as vinícolas Berry Schapendonk, comprador de vinhos e destilados do SligroFood Group, da Holanda; e Dominic Hentall, comprador da Naked Wines, maior loja de vinhos on-line da Inglaterra.

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